Reunindo representantes de 197 países, a conferência é uma oportunidade para apresentar avanços e desafios da agenda ambiental global, reunindo atores e financiadores de vários segmentos em torno do tema.
Virgilio Viana, superintendente geral da FAS (foto: Marina Souza)

O Amazonas estará presente na 23º Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece entre os dias 06 e 17 de novembro em Bonn, na Alemanha. O evento, que promove a negociação em alto-nível de medidas globais para o combate às mudanças do clima, contará com a presença da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), organização não-governamental local que beneficia cerca de 40 mil pessoas moradoras de 16 Unidades de Conservação (UCs) do Estado.

Reunindo representantes de 197 países, a conferência é uma oportunidade para apresentar avanços e desafios da agenda ambiental global, reunindo atores e financiadores de vários segmentos em torno do tema. Com quase 10 anos de atuação na Amazônia, a FAS promoverá quatro eventos distintos ligados à temas como mercado de carbono, desenvolvimento sustentável e melhoria de qualidade de vida de comunidades ribeirinhas da região. As ações da Fundação no tema ajudam a proteger 10,9 milhões de hectares de floresta, uma área do tamanho de Portugal.

“Dentre as coisas mais importantes que precisam ser discutidas é a valorização econômica do carbono da Amazônia. Esperamos apresentar o papel das nossas florestas na redução das emissões de carbono no planeta como um todo. Por ser a maior floresta tropical do mundo, o estado tem papel estratégico nas negociações sobre o futuro”, explica Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS.

Soluções para desenvolvimento em pauta

No dia 13, junto com a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN-Amazônia) e a Universidade de Bonn, será realizado o evento “Muito grande para falhar: a Amazônia e soluções para o desenvolvimento sustentável”, buscando apresentar alternativas para a conservação da região.

O Programa Bolsa Floresta, que recompensar famílias que não desmatarem, e a Plataforma SDSN, que busca integrar soluções para a sustentabilidade na região, serão apresentados e debatidos em sessão aberta para participantes do mundo todo. Somente o Bolsa Floresta ajuda a levar qualidade de vida e empoderamento comunitários para 9 mil famílias do interior.

Por fim, e ainda a ser confirmado, no dia 14 haverá o evento “Novos progressos para medir os compromissos dos setores privado e governamental para combater o desmatamento e diminuir as emissões” em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Observatório do Clima, Rainforest Alliance e outros, que tratará os avanços das políticas públicas e iniciativas privadas para a conservação.



Com informações de assessoria

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