Os avós brasileiros de um menino americano - que foi trazido ao Brasil por sua mãe durante uma vista em 2013, mas nunca retornou com o menor para os Estados Unidos - foram detidos nesta quarta-feira em Miami assim que chegaram ao país, onde enfrentam uma denúncia criminal por "sequestro infantil".

O caso foi aberto pelo pai do menino, o americano Christopher Scott Brann, em um tribunal da Flórida, onde os avós têm uma primeira audiência prevista para hoje, informou Juan Miramontes, assistente de Jared Gersen, um dos advogados de Brann , da assinatura Perseus Strategies.

Carlos Otavio Guimarães, presidente da ED&F Man Brasil, e a sua esposa Jemima Guimarães, avós do menino de 8 anos, foram detidos assim que chegaram ao Aeroporto Internacional de Miami, detalhou o Miramontes.

O pai do menino, que foi levado ao Brasil quando tinha 4 anos de idade, lamentou hoje a prisão de seus ex-sogros, que também têm a cidadania americana.

"Tudo que eu sempre quis, e tudo que eu quero, é que o meu filho (...) tenha acesso igual a ambos os pais amorosos", afirmou Brann em um comunicado dos advogados.

Brann assegurou que está disposto a solicitar à promotoria que seja "leniente" no manejo do caso contra o casal se o menor retornar "imediatamente" a Houston (Texas).

Miramontes detalhou que os avós estão incluídos na denúncia criminal por serem considerados cúmplices do crime e que a evidência revela que eles tinham preparado o terreno para que seu neto ficasse de forma indefinida no Brasil, pois já tinham inclusive feito sua matrícula em uma escola.

Além disso, o assistente indicou que a mãe, Marcelle da Rocha Guimarães, que tem dupla cidadania, está incluída no processo pelas mesmas acusações de sequestro infantil e conspiração.

Christopher e Marcelle se casaram no Texas em 2008 e, um ano depois, tiveram o menino. Em 2012, a brasileira pediu o divórcio e os dois começaram a compartilhar a custódia do menor.

Naquele ano, Marcelle pediu permissão a seu ex-marido para levar o menino ao Brasil, mas, desde então, nenhum dos dois retornou aos Estados Unidos.

Logo em seguida, o pai deu início a uma batalha legal nos EUA e fora deles, inclusive no Brasil, para poder se reunir novamente com seu filho.

Os advogados do pai afirmam que os governos de Brasil e EUA estão de acordo que o menor "foi retirado ilegalmente" do território americano em violação da Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças.

"Chris Brann viveu no inferno durante os últimos cinco anos como um pai amoroso que teve, injustamente, o acesso negado a seu doce e maravilhoso filho", expressou o advogado de Brann, Jared Genser.

Os advogados detalharam que, assim que chegou ao Brasil, a ex-esposa solicitou a custódia exclusiva de seu filho.

Além disso, os advogados de Brann afirmam que a avó usou os recursos da escola primária que fundou para falsificar documentos e que isto está sendo investigado pela Justiça brasileira.


Com informações Agência EFE.

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