Medicamento traz mais uma alternativa para o controle glicêmico de pacientes diabéticos.
Foto: Reprodução internet

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (17) o registro inédito do medicamento Soliqua (insulina glargina + lixisenatida). O novo produto biológico é indicado para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 (DMTV) e será uma opção adicional para o controle glicêmico de diabéticos. O medicamento será produzido pelo laboratório Sanofi-Aventis.

Composição do Soliqua

O produto Soliqua, fornecido em uma caneta aplicadora, é composto por uma combinação de duas moléculas em uma mesma formulação: a insulina glargina (Lantus®) e a lixisenatida (Lyxumia®), um agonista do receptor do GLP-1, que estimula a secreção de insulina quando a glicose sanguínea está aumentada. A lixisenatida é um parceiro terapêutico complementar para a insulina glargina basal em uma combinação de razão fixa.

Indicação terapêutica

O Soliqua é indicado para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 (DMT2) em adultos para melhorar o controle glicêmico quando medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou insulina basal utilizada isoladamente, não proporcionarem o controle adequado da glicemia.


O que é Diabetes Mellitus Tipo 2?

O diabetes tipo 2 é uma doença cuja prevalência vem aumentando, caracterizada por uma perda progressiva da célula beta (produtora de insulina), levando ao aumento da glicemia, que está associado ao aumento no risco de infarto, derrame cerebral, amputação de membros inferiores, insuficiência renal crônica e cegueira. Controlar a glicemia é crucial para evitar estas complicações. Várias classes de medicamentos via oral e injetáveis estão disponíveis no mercado para o tratamento do diabetes. Entretanto, hipoglicemia e ganho de peso estão entre as limitações de alguns agentes.

A dulaglutida é um análogo do hormônio GLP-1, o qual é liberado pelas células L intestinais em resposta aos alimentos, e estimulando a produção de insulina dependente de glicose, retardando o esvaziamento gástrico, e aumentando a sensação de saciedade. Estudos em modelos animais mostram que os análogos do GLP-1  promovem um aumento no número de células produtoras de insulina e diminuem sua destruição. Estas ações, resultando nos efeitos redutores da glicose, menor risco de hipoglicemia, e potencial perda de peso, tornam os agonistas do receptor do GLP-1 um tratamento atrativo para o diabetes tipo 2.

Dulaglutida mostrou nos seis estudos comparativos, eficácia superior à medicação exenatida ( outro análogo de GLP-1 de aplicação diária), insulina glargina, metformina e sitagliptina, com um número maior de pacientes atingindo a meta de hemoglobina inferior a 7% e 6.5%. Em relação à outro análogo do GLP-1 (liraglutida), mostrou eficácia semelhante.

A perda de peso com  dulaglutida 1.5 mg foi  na média de 03 kg ao longo de 06 a 12 meses, mantendo-se ao longo de 24 meses.

O principal efeito colateral é gastrointestinal, incluindo náusea, diarréia e vômitos ( em até 20% dos pacientes). Geralmente ocorrem no início do tratamento e atenuam rapidamente.

Considerando a eficácia da dulaglutida, a segurança, o menor risco de hipoglicemia, a comodidade de administração ( apenas uma vez na semana), a boa tolerabilidade, e o potencial para promover perda de peso, esta medicação é considerada promissora no tratamento do diabetes tipo 2.



Com informações Anvisa.

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