Nathy Veiga, uma das organizadoras do evento define a expressão como algo formal e cheio de conceitos
Foto: Hedre José

A tarde no centro de Manaus ganhou um colorido a mais com o 1º Miga sua Lôca, realizado na rua José Clemente. Foi um dia em que a comunidade LGBT colocou para o público informação e esclarecimentos afim de que a sociedade possa ter um entendimento maior a respeito dos gêneros sexuais.

Aiub Serrão, 38, estudante de filosofia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam),poeta e trabalha com literatura independente, diz que o movimento LGBT ganhou um profundo crescimento na cidade de Manaus “Um crescimento necessário para uma sociedade que se diz democrática em direito “Todas as pessoas independentes de gênero, ideologia política, social, histórica e cultural, têm direito aos espaços públicos e a lutar contra preconceitos” afirma.

Thiago Costa, 28, nutricionista, ele é transexual para ele é um marco este dia na cidade de Manaus, é uma abertura não só para o movimento gay, mas para o lésbico, bissexual, transexual, travestis “Porque isso mostra ativismo,conversa, intervenção artística cultural, para que possa ser mostrado uma cultura existente e não é valorizado”

Lorena Souza, 24, artista plástica e fotógrafa, para ela é muito importante o movimento, por ser o primeiro, se torna um movimento cultural, tirando a visão do preconceito “Somos todos artistas, somos iguais, independente se gosta do mesmo sexo, seja ela pansexual ou bissexual”.

A realização do evento

Segundo a Dj e produtora cultural Nathy Veiga, umas das organizadoras do evento, a motivação o Miga sua Lôca, se deu por problemas sofridos no relacionamento com sua ex-namorada. Com isso ela conheceu Sebastiana Silva, da Gerência de Diversidade e Gênero do Adamor Guedes. Através dela começou a participar de oficinas, palestras, ferramentas importantes que foram importantes que levaram a um total conhecimento do mundo LGBT “Se você é bissexual tem problema, se homo é outro problema no relacionamento”.

As informações coletadas com dados sobre mortes, violência e demais situações repugnantes, não somente os LGBT’s, mas também que envolvem a mulher, se tornaram fatores de conteúdo para as manifestações “Aparenta que as paradas gays são só oba-oba, mas não, aliou, diversão, atração mais conceito” explica.Com a parceria da Secretaria de Justiça (SEJUS) em 2016, os eventos agregaram valores ao LGBT e as pessoas começaram a ter outra visão. Nathy Veiga completa que o movimento trabalha com questões públicas

“Miga suaLôca” embora uma expressão simples usada pelas gays, e de caráter informal, passa a ser algo formal e cheio de conceitos, define a Dj.

Respeito e força

Ana Carolina, professora e produtora cultural, diz que é necessário o movimento estar dentro da representação política, porque não existe representatividade nomeio político “Pois Manaus é uma das cidades que mais cometem crimes por lgbtfobia, e dentro da própria vara que deveria cuidar dessas questões criminais, questões mais voltadas para o jurídico não é tratado com a devida força e respeito que deveria ser.

Com a criação do Conselho que foi aprovado na Assembleia, o movimento LGBT passa ater um estreitamento nas conquistas dos direitos, Ana Carolina diz que o movimento ganha uma representatividade, pois haverá uma pessoa que sabe o que se passa “Vai estar representando o movimento dentro dos órgãos responsáveis,então existe esse estreitamento”.

Segundo Ana, depois dessa primeira edição do “Miga sua Lôca” pretende-se sim ter a segunda, terceira, “Pois foi algo totalmente independente que surgiu do LGBT para dar essa visibilidade não somente para pessoas homo afetivas, mas também homossexuais, travestis todas as orientações sexuais” explica.

O casal, Márcio Ferreira e Isabela Rocha, estavam presentes na festa prestigiando o Miga sua Lôca ,eles são héteros, e acham muito positivo todas as manifestações LGBT’, “Esse tipo de festa é muito importante tanto para juntar todos do movimento, mas para maior aceitação da cultura e afeto” comenta Márcio. Isabela já participou de outras manifestações do grupo e apoia o trabalho e diz que o que já viu entreos participantes é o afeto “Eles querem provar, serem aceitos, não tem porque haver resistência, é o sentimento, respeitar o outro”.

Informação

Uma roda de conversa foi organizada com participação da Secretaria de Justiça (Sejus) e Centro de Referência e apoio LGBT, onde o intuito foi levar informações, orientações de diversos gêneros, inclusive sobre direitos humanos LGBT  e enfrentamento de violência contra a mulher

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