São Jorge, Educandos e Aparecidas são os primeiros beneficiados com as obras
Foto/ Hedre José

A Defesa Civil do Município começou, desde janeiro deste ano, o monitoramento das possíveis áreas de alagação por conta do fenômeno da cheia.  

De acordo com o relatório do Departamento de Operações da Defesa Civil, foram listados 15 bairros: Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha,Glória e Puraquequara.

As construções de pontes e passarelas começaram no dia 18 de abril nos bairros São Jorge e Educandos, onde há becos com trabalhos concluídos segundo a Defesa Civil, que conta com a parceria da Seminf. Já o bairro de Aparecida os trabalhos iniciaram na tarde desta segunda-feira (9).

No bairro de São Jorge as obras no final da rua Humberto de Campos já estão prontas. O pedreiro Gilberto Pereira, 63, acompanhou o trabalho da prefeitura que durou apenas dois dias no lugar. Segundo o morador o trabalho foi bem feito “Era uma equipe grande e prestaram um bom serviço que ajuda os moradores daqui” diz.

As casas foram construídas a um metro acima do chão, seu Gilberto diz que ao invés de pontes, a prefeitura poderia fazer o aterro do lugar “Como temos que usar escadas para entrar, não seria preciso  pisar no chão, mas como isso não foi feito, o jeito é levantar maromba”,

A Defesa Civil já concluiu também a construção de passarelas na rua da Cachoeira (Beco Bragança) e Beco Itaporanga. Os trabalhos agora avançam para o Beco Santa Cruz.

Perigos com fios elétricos 

As passarelas erguidas no Beco Itaporanga deixa os moradores em dois perigos. O primeiro é a proximidade dos fios elétricos, pois é necessário baixar a cabeça para não encostar neles. A doméstica Maria Vera, 53, mora no beco há 25 anos e tem um filho com problemas especiais e teme por ele.

 “Meu medo é dele topar e levar um choque, ainda mais pela noite”.  A situação é um problema em todos os cantos, em alguns casos há fios sem capas de proteção. Dona Maria diz que até agora nenhum morador fez a solicitação para que a prefeitura vá até local para resolver o problema.

Foto/ Hedre José - Situação dos fios Elétricos no Beco Itaporanga deixa moradores ainda mais preocupados

Pontes fixas

Seu Valdercir Bezerra, 45, além de reclamar do perigo das fiações, aponta também outro problema. As pontes que foram construídas pela Defesa Civil estão em cima de pontes que foram construídas há 15 anos e se encontram em situação precária, totalmente sem segurança “Seria bom se fosse feito uma ponte fixa do que construir em cima das velhas, pois se cair a que não presta, cai a nova também, já que não tiraram as casas poderiam construir uma ponte melhor”, diz.

Isaías Monteiro, 40, é vendedor ambulante e também não concorda com a situação “é sempre assim, todos os anos esse problema. As pontes são construídas em cima das velhas e a gente fica com medo de tudo cair”. 

 Reforço e segurança das pontes

O assistente técnico da Defesa Civil, Salomão Marques, explica que o trabalho no local é uma prevenção de emergência para a comunidade,  e que não há como fazer pontes fixas “Não é possível fazer uma ponte de concreto no lugar devido o Prosamim. Será um trabalho inútil, pois os moradores podem deixar o local a qualquer momento".

Segundo Salomão, as pontes que foram construídas sobre as antigas não oferecem riscos aos moradores “Jamais faremos um serviço sem qualidade, os trabalhos estão sendo feitos com toda segurança possível". Salomão completa que todos os dias é feita uma fiscalização em todas as estruturas das passarelas.

Ao todo já foram construídos 280 metros de ponte, confirmou Salomão Marques da Defesa Civil, responsável pelas obras no São Jorge.

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